"Novos caminhos sigo, uma nova fala me empolga; cansei-me das velhas línguas. Não quer mais, o meu espírito, caminhar com solas gastas"
(Friedrich W. Nietzsche in Assim Falou Zaratustra).
Da natureza em si mesma
Nascimento e tragédia em si mesmo, é o que vemos em nações que em sua formação ignoram o que é instintivo para o homem, ou seja, o que é natural do ser humano.
Deus ou Homem como Criadores
Cada forma cria-se em si mesma, restando apenas para os "criadores" rotularem o estado das formas que "criaram".
Cada forma cria-se em si mesma, os fenômenos naturais-ou-não mudam os formas da matéria, e vemos: nomes para as mutações, mas não podemos ignorar que toda mudança, não obstante o nome que dêem é de nature.
Todas as obras sobre a face do mundo nada mais é do que Da Natureza.
quarta-feira, novembro 16, 2005
sábado, agosto 06, 2005
dia de Sol
assim amanhece, como que se em cada lugar fosse um amanhecer de um Sol diferente... estamos sós quando os sinos dobram
pobre Gollum, já não vive mais sem Um Anel
E como Smeagel, já não temos para onde ir
pobre Gollum, já não vive mais sem Um Anel
E como Smeagel, já não temos para onde ir
segunda-feira, janeiro 17, 2005
Alphonsus de Guimaraens
Ismália
Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava longe do céu...
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar. . .
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma, subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
Vida e Obras
Afonso Henriques da Costa Guimarães nasceu a 24 de julho de 1870, em Ouro Preto, Minas Gerais. Após os primeiros estudos no Ginásio Mineiro, cursa a Escola de Minas de Ouro Preto. Em 28 de dezembro de 1888, morre Constança, sua noiva, filha de Bernardo Guimarães. O amor por Constança está presente em toda a sua vida e obra poética.Em 1891 transfere-se para São Paulo, matriculando-se na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Torna-se promotor e depois juiz em Conceição do Serro, Minas Gerais.No Rio de Janeiro (1895), conheceu Cruz e Souza, cuja obra admirava e de quem se tornou amigo.Em 1897, casa-se com Zenaide de Oliveira; em 1906 é nomeado juiz de Mariana, de onde não mais sairia; daí ser conhecido como "o solitário de Mariana" , embora vivesse com a esposa e ... 14 filhos! Em 1899, estreou com dois volumes de versos, Setenário das dores de Nossa Senhora e Câmara ardente e Dona Mística, ambos de nítida inspiração simbolista.Em 1900, passou a colaborar em A Gazeta, de São Paulo. Em 1903, suprimido o seu cargo de juiz-substituto em Conceição do Serro, viu-se em graves dificuldades financeiras, apesar de já reconhecido literalmente com a publicação, no ano anterior, de Kyriale, lançado no Porto.Em 1906, obteve o cargo de juiz municipal de Mariana, em Minas Gerais, onde permaneceu até a sua morte.Viveu seus últimos anos no esquecimento e obscuridade, recebendo ocasionalmente a visita de algum amigo ou admirador. Foi essencialmente, um poeta místico, e sua obra está eivada de profunda espiritualidade. Morre em 15 de julho de 1921.Deixou ainda: Mendigos (prosa, 1920), Pauvre lyre (publicação póstuma, 1921) e Pastoral aos crentes do amor e da morte (id. 1923).
Ismália
Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava longe do céu...
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar. . .
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma, subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
Vida e Obras
Afonso Henriques da Costa Guimarães nasceu a 24 de julho de 1870, em Ouro Preto, Minas Gerais. Após os primeiros estudos no Ginásio Mineiro, cursa a Escola de Minas de Ouro Preto. Em 28 de dezembro de 1888, morre Constança, sua noiva, filha de Bernardo Guimarães. O amor por Constança está presente em toda a sua vida e obra poética.Em 1891 transfere-se para São Paulo, matriculando-se na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Torna-se promotor e depois juiz em Conceição do Serro, Minas Gerais.No Rio de Janeiro (1895), conheceu Cruz e Souza, cuja obra admirava e de quem se tornou amigo.Em 1897, casa-se com Zenaide de Oliveira; em 1906 é nomeado juiz de Mariana, de onde não mais sairia; daí ser conhecido como "o solitário de Mariana" , embora vivesse com a esposa e ... 14 filhos! Em 1899, estreou com dois volumes de versos, Setenário das dores de Nossa Senhora e Câmara ardente e Dona Mística, ambos de nítida inspiração simbolista.Em 1900, passou a colaborar em A Gazeta, de São Paulo. Em 1903, suprimido o seu cargo de juiz-substituto em Conceição do Serro, viu-se em graves dificuldades financeiras, apesar de já reconhecido literalmente com a publicação, no ano anterior, de Kyriale, lançado no Porto.Em 1906, obteve o cargo de juiz municipal de Mariana, em Minas Gerais, onde permaneceu até a sua morte.Viveu seus últimos anos no esquecimento e obscuridade, recebendo ocasionalmente a visita de algum amigo ou admirador. Foi essencialmente, um poeta místico, e sua obra está eivada de profunda espiritualidade. Morre em 15 de julho de 1921.Deixou ainda: Mendigos (prosa, 1920), Pauvre lyre (publicação póstuma, 1921) e Pastoral aos crentes do amor e da morte (id. 1923).
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