quinta-feira, maio 27, 2004

cada porta que abro uma surpresa, cada pessoa, um gesto;
o mundo se abre aos meus olhos
fico espantado por minhas pernas não querer andar, caminhos que andei a vida inteira
fico espantado nada mudou, eu mudei
a vida passa por cima de quem não muda e destrói quem quer mudar mais rápido do que ela concede
Por isso vou
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Já era tarde, mas na insistência de provar, mesmo esperançoso, que estava errado e ressentia-se em saber que estava errado: o homem é um plural de faculdades que em certas épocas desmaranha uma e se forma diferente como se fosse outra pessoa, mas já sabiámos disso, é a mesmo pessoa, mas outros anseios as trazem aqui. Já sabia que de alguma forma isso aconteceria, entretanto ressalto, no fundo não acreditava, pensava que todos eram iguais a ele, porém se provado que todos são iguais: que é do homem essa metamorfose, algum dia ele também não se reconheceria no espelho. Neo Gural Joapam Baralr tinha conhecimento disso tudo e pensou que assim sendo poderia lidar melhor com a situação, ou pelo menos não se curvar, não obstante aconteceu um fato que ele não poderia imaginar e esse seu conhecimento não foi válido e sim mostrou-se nocivo.

Depois de alguns anos, Neo Gural Joapam Baralr voltou e não conhecia mas ninguém. E todo voltou a ser o que era, ele sabia que tudo voltou a ser como queriam... e eles puderam fazer do jeito que queriam...

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